quinta-feira, 11 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
texto inteligente
sábado, 20 de fevereiro de 2010
COMO DESCANSAR AS VISTAS NO USO DO PC
2. Caso não possa deixar a mesa, é recomendável inclinar-se para trás, fechar os olhos e relaxar por alguns minutos.
3. Sugere-se separar trabalhos auxiliares para realizar durante estas pausas.
4. São muito proveitosos exercícios de alongamento com movimentos próprios para execução em ambiente de escritório, recomendados pela Clínica Mayo (atalho tinyurl.com/2wdwst).
5. Iluminações e brilhos que emanam de trás do monitor entram em contato direto com os olhos. Se houver opção, o mais recomendável é usar lâmpadas de mesa que fiquem em qualquer dos lados da área de trabalho. O monitor produz sua própria luz, de modo que o usuário apenas necessita ajustar a luz indireta ao redor de si.
6. Caso o local de trabalho seja próximo a uma janela por onde entre muito sol, é conveniente ajustar cortinas ou persianas para que as luzes não interfiram diretamente no monitor.
7. Evitar trabalhar em locais demasiado escuros, pois o monitor parecerá um farol no meio da escuridão. Os olhos terão de fazer força para enxergá-lo, por conta do contraste entre a ausência e a presença de luz intensa ao mesmo tempo. Se não há maneira de evitar, deve-se diminuir a luminosidade da tela. Isso permitirá um razoável conforto, mas, mesmo assim, em determinado momento os olhos vão se irritar.
8. Caso o usuário pretenda realmente se livrar do cansaço visual e necessite de luzes apropriadas para sua casa ou local de trabalho, existem lojas especializadas em iluminação de alta qualidade que podem se adequar ao padrão de cada um.
9. Plantas naturais no local de trabalho não só tornam os espaços mais úmidos, como também reduzem a poeira e outras partículas que poderiam irritar os olhos.
10. Alguns produtos naturais também podem ser úteis para aliviar olhos secos, que são uma das maiores reclamações entre usuários de computadores.
11. Monitores CRT convencionais (de tubo de imagem) podem ter sua intensidade regulada para reduzir o cansaço visual. Além disso, a taxa de "refresh" pode ser ajustada, melhorando a qualidade de vídeo e o conforto visual.
12. Modelos de tela plana valem o investimento, pois oferecem visualização melhor que as telas curvas. Além de maior qualidade visual, os monitores CRT de tela plana oferecem melhores taxas de refresh, além de ajustes mais ricos de contraste e cor.
Muitos escritórios vêm optando por telas LCD por razões ergonômicas e de economia de energia. O mais importante é que a resolução da tela de LCD também reduz o cansaço visual.
13. Vale a pena investir em um laptop. Os modelos variam de 10 a 19 polegadas, possuem boa definição gráfica, cores profundas, contraste e várias formatações ajustáveis. É preciso comparar e determinar qual o que melhor se encaixa às necessidades e ao orçamento de cada usuário.
14. É necessário configurar adequadamente os elementos gráficos do computador para maximizar o conforto visual. Configurações são totalmente subjetivas e, por isso, laptops podem requerer freqüentes ajustes dependendo da luz e de outras variáveis do ambiente em que se encontram.
15. Tamanhos de fonte também podem ser ajustados para facilitar a leitura. Caso seja necessário se inclinar em direção à tela para ler o texto, é melhor aumentar um pouco o tamanho das letras. De acordo com a Clínica Mayo (atalho tinyurl.com/yp5uqh) "fontes pequenas podem causar aumento de pressão e de estresse visual".
16. Optometristas recomendam que o monitor esteja a uma distância entre 50 e 70 cm dos olhos, aproximadamente à distância de um braço esticado.
17. Filtros e escudos antibrilho para monitores podem ser de vidro óptico ou polarizado, servindo para telas CRT, telas planas ou laptops. Pode-se ainda optar por coberturas anti-estáticas, que repelem poeira.
18. Pessoas que trabalham com entrada de dados e assistentes administrativos usualmente convertem dados de documentos para bancos de dados eletrônicos. Recomenda-se a estes profissionais o uso de braçadeiras mecânicas para segurar o documento que está sendo digitado, mantendo-o a uma distância dos olhos igual à que separa os olhos do monitor, pois isso causará menor cansaço visual.
19. Programadores trabalham intensamente com linguagens de computador em que, às vezes, são utilizados muitos símbolos com configurações visuais complicadas. Em casos assim, é preferível que se utilize fontes simples, tais como Courier e New Courier.
20. Diretores de arte e webdesigners precisam de maiores resoluções gráficas de monitor para seus trabalhos. Devem, portanto, ajustar a configuração de vídeo para aliviar seus olhos. Usuários de Windows com monitor LCD, devem habilitar o ClearType, ferramenta para melhoria na resolução da imagem. O site de de suporte da Microsoft traz instruções sobre como aprimorar as fontes de tela, no atalho tinyurl.com/yvzb29.
21. É importante fazer exames de vista regulares. De acordo com a Associação Norte-Americana de Optometria, adultos com mais de 40 anos deveriam fazer exames a cada três anos. De 40 a 60, a cada dois; e com mais de 60, a cada ano. Se o usuário tiver tendência a apresentar problemas de vista, ou se trabalhar com uma demanda diária muito pesada, então deveria fazer exames mais regularmente.
22. Outra opção são óculos de descanso para uso enquanto se trabalha no computador. São uma boa alternativa para atenuar o cansaço visual, mas seu uso é individual e requer recomendação médica.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Você está preparado para o Windows 8?
Não faz muito tempo desde o Windows 7 e os boatos de "el ocho" já correm a internet. Se você faz as suas especulações dos próximos passos do SO mais vendido, acompanhe este artigo!
Lançado no segundo semestre de 2009, o Windows 7 reuniu multidões em torno de boatos e expectativas a respeito das suas principais características, funcionalidades, melhorias e claro, os seus bugs.
Mas mal o sistema operacional chegou às prateleiras e o mais novo filho da família Windows já começa a ser planejado. Os boatos sobre o Windows 8 já correm a internet e começam a esquentar os ânimos da espera por este sistema.
Os boatos se espalham, é inevitável. Contudo, houve um fator que se pode chamar de “agravante”. Um funcionário da Microsoft publicou em seu blog pessoal algumas características de um projeto que foi entendido como o novo sistema operacional da empresa.
No post que repercutiu muito pela rede, o tal funcionário comentava algo sobre o lançamento do Windows 8 em meados de 2011. Entretanto, outras fontes ainda rebatem essa afirmação jogando a comercialização do sistema só para 2012.

Hora de hibernar
Se você adora um bom jogo de adivinhação, esta é a sua chance de começar a juntar peças deste quebra-cabeças gigante e complicado chamado Windows. Podemos começar por um dos aspectos mais curiosos a respeito do novo sistema: a hibernação.
É um ponto um tanto controvertido, afinal de contas pode ser um dos comandos menos lembrados pelos usuários. Entretanto, o novo Windows deve ter uma função “Hibernation/Resume”, ou seja, “Hibernação/Retorna” integrada à uma API e um novo engine de compressão TLZ.
O guardião
Este rumor é ainda mais interessante para os usuários do tipo “hardcore” que adoram chegar ao “centro de segurança” do computador. Para quem não conhece, trata-se do PatchGuard - também conhecido como Kernel Patch Protection.
Ele é o responsável por impedir que você faça alterações (patching) do kernel nas versões 64 bits. Ainda que ele não seja totalmente impenetrável, os desenvolvedores de antivirus estão levando um pouco mais de tempo para conseguir penetrar essa defesa do Windows.
Datacenters
Como possuem as patentes relacionadas à infraestrutura SAN, tecnologia de discos rígidos e aspectos de segurança dentro do datacenter, de quando em quando, a Microsoft aproveita os royalties gerados e já considera esse método válido o suficiente para ser implantando no Windows 8. Outra especulação, diz que o sistema será compatível com organizações padrão como FCIA, T10, SNIA e T13.
Esta não é a novidade que vai conquistar o seu coração, afinal, já era esperada – é um dos principais pontos de ação da Microsoft. Mas ainda resta a dúvida de qual é o recurso de segurança que deve ser implantando no Windows 8.
DirectAccess (DAs)
Antes de explicar o que deverá mudar na próxima versão, é bom que todos saibam o significado do termo “DirectAccess”. Resumidamente, trata-se do acesso às redes corporativas garantido aos aparelhos móveis. Uma vez que isso esteja claro, a novidade está no fato de o novo Windows permitir que o guia de configuração dos DAs seja acessível a quem desejar configurá-lo.
De cara nova
Toda vez que um novo sistema operacional é lançado, um dos pontos que mais chamam a atenção do usuário leigo é a interface gráfica. Foi assim com cada um dos lançamentos promovidos pela Microsoft. As mudanças feitas em cada uma das novas versões é bastante sensível.
Do cinza comum das versões 95 a ME ao colorido do Windows XP, seguido do aero implantado nas duas mais recentes (Vista e Windows 7), as alterações ficaram mais elaboradas conforme a tecnologia de produção de interfaces gráficas evolui. O que podemos esperar para o Windows 8 é algo totalmente diferente, como o próprio funcionário “prometeu” no seu post.

Novidades do Windows Server
A Microsoft anunciou recentemente uma série de aprimoramentos nas funções do Windows Server que está sendo apelidado como “Dublin”. O que podemos esperar dessa repaginação é maior organização para trabalhar com aplicativos WCF/WF. O “Dublin” extende IIS/WAS para proporcionar um ambiente padrão para as aplicações .NET.
Controles remotos
Você já deve ter ouvido falar das siglas RDP (Remote Desktop Client and Protocol). Caso não tenha, é a função responsável por permitir que o seu computador seja acessado remotamente. O que se ouve por aí é que haverá mudanças na área, mas ainda não é possível saber o que vem pela frente.
Como se descobre esse tipo de coisa?
Além de procurar pistas em sites oficiais, algumas das principais fontes de informações sobre o que pode haver de novo em algum produto de empresas grandes é procurar seus funcionários. Ninguém fala melhor (ou pior) de uma empresa do que o seu funcionário. Portanto, o interessante é usar e abusar das redes sociais nas quais eles podem estar incluídos.
Uma das redes mais fortes para se encontrar informações sobre o desenvolvimento de novos sistemas, programas e ferramentas é o LinkedIn, já que boa parte dos desenvolvedores incluem seus perfis e currículos na maior rede profissional do momento.
Ainda leva um tempo
Como todos sabemos, o Windows 7 acabou de sair do forno e ainda tem pontos que precisam ser corrigidos e aperfeiçoados. Portanto, é bem provável que um novo sistema operacional ainda demore para sair. Mesmo assim, é muito divertido e interessante procurar quais seriam as novidades de uma versão superior a esta que encontramos nas lojas.
Com tanta novidade e pontos a elaborar, só podemos esperar – e desejar profundamente – que as novas características do Windows 8 o tornem ainda superior ao que podemos ver nesta versão atual. Claro que há muito o que trabalhar, portanto só podemos aguardar mais novidades e rumores!
Firefox 4 apresenta abas com animação
Em busca de melhorias, a Fundação Mozilla anunciou no final de 2009 que começara a trabalhar em uma nova versão para seu navegador. Nesse meio tempo, um de seus concorrentes deu um importante passo, o Google Chrome chegou ao mercado com novas atualizações.
Sem perder tempo, um dos desenvolvedores do Firefoxpostou em seu blog a prévia de uma das novidades que farão parte do browser 4.0: abas interativas e animadas.
As novidades nas abas
A alteração mais brusca e aparente é a animação na interatividade das abas. Quando transpostas e reordenadas, as abas tomam efeitos bem atrativos, muito parecidos com os do Google Chrome.
Retirado do blog do Stephen Horlander
Outro efeito incluído é na abertura de novas abas. Nesta versão do navegador, as novas abas surgirão do botão com uma sutil animação. Acompanhe no vídeo seguinte:
Fonte: blog de um dos desenvolvedores do Firefox
Repercussão das mudanças
Especulações é o que não falta sobre a nova versão do Firefox. Muito tem se discutido se o browser da Mozilla vai retomar as características que o fizeram despontar no mercado, sua agilidade e velocidade. Pontos que, quase como unanimidade entre os usuários mais experientes, deixaram a desejar nas últimas atualizações do software.
A princípio, a nova “cara” do Firefox agradou. Saber se realmente o navegador vai cair nas graças dos usuários novamente, só após seu lançamento - previsto para até o final de 2010. E você, o que achou da prévia das mudanças animadas do Firefox? Opine e participe!
Computação ótica: o computador com a velocidade da luz!
Pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) demonstraram o primeiro laser feito a partir de germânio, que pode definir novos rumos para a transmissão de dados através de chips de silício.
Segundo os pesquisadores, a expectativa é que este novo tipo de laser melhore as conexões elétricas convencionais. Neste artigo, você vai saber mais sobre o germânio e como ele poderá ser o grande passo de uma nova era: a computação ótica.
Germânio
Em 1869, o químico russo Dmitri Mendeleev deduziu a existência deste elemento e suas propriedades, mas foi somente em 1942 que o químico alemão Clemens Alexander Winkler o isolou e batizou de germânio, o elemento de número atômico 32 da tabela periódica.
O germânio é um metaloide (ou seja, tem aspecto de metal, mas não age como um) rígido, lustroso e acinzentado, pertencente ao grupo do carbono e tem propriedades semelhantes aos “vizinhos de tabela periódica” estanho e silício. Trata-se de um importante semicondutor utilizado extensamente em transistores e outros dispositivos eletrônicos, também encontrado em sistemas de fibra ótica e de infravermelho.
No futuro, um computador com a velocidade da luz?
O processador de um computador “pensa” as informações e as transmite através de minúsculos circuitos elétricos. O desenvolvimento de processadores caminha a passos largos, e a tendência é que eles fiquem cada vez mais rápidos. Para acompanhá-los, os circuitos atuais precisarão de mais e mais energia. Logo, pesquisadores focam em maneiras mais práticas para enviar dados rapidamente. Uma alternativa é o uso de sistemas óticos de comunicação, como o laser.
A transmissão de dados com laser pode ser uma alternativa mais barata e eficiente aos circuitos eletrônicos atuais. Esta área é conhecida por computação fotônica e vem chamando a atenção de pesquisadores. Você pode saber mais sobre os princípios da fotônica clicando aqui.
O uso de um feixe concentrado de fóton pode ser usado para representar um bit em um número binário. Os novos materiais condutores que usam luz são menores e muito mais rápidos que transistores de silício — uma corrente elétrica atinge cerca de 10% da velocidade da luz. As pesquisas recentes unem o uso da luz com outras áreas da tecnologia. O LCD, por exemplo, altera a polarização da luz para formar as imagens.
Para atingir esse objetivo, é necessário que uma fonte envie uma frequência específica de luz para que o processador determine de onde a informação vem. Então essa frequência é dividida em 16 extensões, cada uma representando um dígito hexadecimal. Tem-se então a comunicação direta, sem a necessidade de converter para dígitos binários.
Um dos principais benefícios da computação fotônica é a menor quantidade de calor. A corrente elétrica de um computador gera muito calor, e a tendência é gerar ainda mais para suprir a demanda, uma vez que os componentes estão cada vez mais rápidos. Já a luz, independente da quantidade utilizada, gera quantidades insignificantes de calor.
Outra vantagem é que feixes de luz podem se cruzar, mas um não interfere no outro. Já correntes elétricas não podem se cruzar, exigindo caminhos definidos. Por esta razão, um computador óptico pode ser, além de mais rápido, menor que um computador eletrônico.
Como toda pesquisa científica, há otimismo por parte dos envolvidos, mas a aplicação prática e a disponibilidade no mercado em larga escala dependem de uma série de fatores. Engenheiros creem que essa transição aconteça em áreas especializadas uma a uma. As pesquisas atuais focam em criar componentes atuais por equivalentes ópticos, pois a criação de uma máquina totalmente óptica ainda esbarra em muitos empecilhos.
A expectativa é que os computadores executem cálculos com luz e eletricidade, mas não há a ideia de substituir esta última completamente. A princípio, luz e eletricidade trabalharão em conjunto para tornar a comunicação interna de circuitos elétricos mais eficiente. O avanço mais significativo desta área de pesquisa é a fibra ótica. Aparelhos como leitores de CD, impressoras a laser e scanners utilizam tecnologia ótica, porém eles ainda recorrem a circuitos eletrônicos para funcionar.
No momento, o laser de germânio do MIT opera em um ambiente com temperatura controlada e ainda consome uma quantidade alta de energia, que espera-se ser reduzida.
Ainda levará tempo para descobrir como integrar plenamente o laser de germânio ao processo de fabricação de um chip. O computador fotônico também é algo que ainda está no papel. A partir do momento em que processadores tiverem laser interno, então esta realidade estará mais próxima.
Para os mais curiosos
Os semicondutores utilizados atualmente em lasers não se “encaixam” bem com os materiais dos processadores de silício. É necessário construí-los separadamente e então enxertá-los no chip, o que deixa o processo muito caro e demorado, praticamente inviável.
O germânio é um semicondutor que pode ser integrado ao processo de fabricação de chips de silício com menos dificuldades, tanto que fabricantes de semicondutores já são capazes disso. O laser de germânio, portanto, pode ser o passo definitivo para o uso de luz em circuitos de computadores.
As pesquisas com germânio não são de hoje. Em janeiro de 2008, já era apontado como o elemento capaz de integrar a velocidade de conexões ópticas com os circuitos integrados de chips de silício. Naquela época, a National Taiwan University revelou a operação de um laser de germânio em um ambiente condicionado. No entanto, esse laser não estava aplicado ao silício.
O desafio era encontrar o material ideal que pudesse ser integrado ao silício durante a fabricação do processador. De fato, lasers de silício já foram desenvolvidos, porém só podem emitir luz quando “ajudados” por outro laser, o que os tornam inutilizáveis para transferências entre chips de computador.
A Intel — gigante fabricante de processadores — já desenvolveu um laser híbrido, teoricamente mais aplicável que o modelo do MIT. No entanto, os pesquisadores de Massachusetts garantem que já desenvolveram um aparato mais viável e este será divulgado em breve.
Uma guinada nos estudos
Para compreender a importância do germânio, é necessário entender o conceito de banda de Valencia. Em física, o termo define um espaço ocupado por elétrons que se afastam de um núcleo após a aplicação de algum tipo de energia. São lacunas eletrônicas, ou seja, buracos que serão preenchidos com outro material.
Os semicondutores são divididos em dois grupos: os com lacunas diretas na banda de Valencia e os com lacunas indiretas na banda de Valencia, como germânio e silício. Simplificando tudo, lasers feitos de semicondutores funcionam da seguinte maneira: adiciona-se energia a um elétron, que então pode atingir dois estados. No primeiro, ele libera energia como um fóton e gera o laser, enquanto no segundo ele a libera de outras maneiras, como calor.
Um elétron energizado ocupa naturalmente o estado de menor energia que ele pode encontrar. Em materiais com lacuna direta, o estado de emissão do fóton tem menos energia que o estado posterior; em materiais com lacuna indireta, acontece exatamente o contrário. Portanto, tais elétrons tendem a não emitir o fóton em materiais de lacuna indireta. Logo, considera-se que semicondutores de lacuna indireta não são capazes de produzir laser.
Em outras palavras: os elétrons estão em um núcleo. Cutucados com energia, eles ficam em posição de repouso. Então dependem do tipo de condutor utilizado para saber o que fazer. Um condutor com lacuna direta chama os elétrons com pouca energia e os transformam em luz, mas um condutor com lacuna indireta já precisa desses elétrons com muita energia.
Por isso, materiais com lacuna indireta, até agora, eram considerados incapazes de produzir laser. Porém, mais do que a demonstração do laser, os pesquisadores acabaram com esse conceito largamente difundido. Eles conseguiram fazer com que o germânio alcance o estágio de emissão de fóton de duas maneiras.
A primeira é conhecida como “doping”, na qual átomos de outro elemento são adicionados ao cristal do semicondutor. Nesse caso, pesquisadores adicionaram fósforo ao germânio, o que permitiu que o germânio atingisse o estágio para emitir o laser.
A segunda maneira foi diminuir a diferença da quantidade de energia entre os dois estágios de energia para aumentar as chances de os elétrons emitirem fóton. Silício e germânio têm propriedades térmicas diferentes, então o aquecimento do processo de fabricação modificou a estrutura da banda de Valencia, diminuindo essa diferença de energia.

Um elétron energizado sai da banda de Valencia (verde) para a banda de condução (laranja). No caminho, ele vai ocupar o estado de menor energia que encontrar. Com um condutor de diferença indireta de lacuna, essa energia não é suficiente para emitir o laser. Os pesquisadores do MIT completaram essa diferença com fósforo adicionado ao germânio.

Quando um elétron chega à banda de condução, ele deixa um buraco na banda de Valencia. Os pesquisadores injetam pares de elétrons e buracos ao germânio. Quando os elétrons injetados encontram o estado de menor energia, eles se espalham, se realinham e emitem a energia de sobra como fóton de laser.

























